terça-feira, março 15, 2005

Genéricos - Será a venda livre um beneficio para a população

Após a tomada de posse, o 1º Ministro revelou uma das suas principais intenções, ou seja a venda livre de medicamentos não sujeitos a prescrição médica, dizendo:
«Não há nenhuma boa razão que impeça que os medicamentos de venda livre, não sujeitos a receita médica, possam ser adquiridos em qualquer estabelecimento, mesmo que não uma farmácia, desde que reúna as condições técnicas exigíveis de qualidade e segurança, nomeadamente o controlo técnico por um farmacêutico». Estara a população preparada para esta medida? Ou será que a sua saúde ira sair prejudicada?

EVRA - Novo Método Anticoncepcional

Este novo sistema pode revolucionar a contracepção em Portugal, assim como tem vindo a acontecer em outros países. O Evra é um sistema transdérmico composto por Norlgestromina e Etinilestradiol, que permite uma eficácia contínua durante a semana de aplicação do sistema.
A eficácia e a tolerabilidade deste sistema é semelhante á dos contraceptivos orais. Está indicado para mulheres idade fértil e que queiram adoptar um método mais prático, sem que passem pelo desagradável e frequente esquecimento do contraceptivo oral.
A aplicação deve ser feita de forma a que seja aplicado um sistema por semana, no mesmo dia, durante três semana consecutivas, sendo a quarta semana de pausa (em que se aplica o sistema).
Para mais informações deve aconselhar-se com o seu médico ou visitar o site da famacêtica responsável pelo produto (www.janssen-cilag.pt).

domingo, março 06, 2005

Um em cada cinco é obeso

Um em cada cinco portuenses adultos sofre de obesidade e quase um em cada dois tem excesso de peso. A conclusão resulta de um estudo dos investigadores Ana Cristina Santos e Henrique Barros, do Serviço de Higiene e Epidemiologia da Universidade de Medicina do Porto. E que foi publicado recentemente na revista norte-americana "Public Health".Após a observação de 1436 habitantes da cidade - 873 mulheres e 563 homens - com idades entre os 18 e os 90 anos, os investigadores concluiram que a prevalência da doença é real no Porto. Sendo mais significativa nas mulheres (26,1%), do que nos homens (13,9%), estes mais propensos para o excesso de peso.
Prevalência
"A obesidade é uma questão de saúde pública, é um factor de risco cardiovascular", afirmou, ao JN, Ana Cristina Santos. O que é alarmante, sabendo-se que em Portugal, comparativamente com outros países da Europa, a taxa de mortalidade por ataque cardíaco atinge proporções enormes. "Cerca de 40% das mortes ocorridas no país são provocadas por doenças cardiovasculares". Logo, alerta a investigadora, "é necessário implementar rapidamente estratégias concretas que combatam a obesidade".Ao serem compilados os dados da pesquisa, a informação final não poderia ter sido mais curiosa. É que no Porto, segunda maior cidade do país, a prevalência da obesidade é suficiente para afligir os médicos e deveria preocupar quem padece da doença. A observação aponta para o facto da obesidade aumentar, sobretudo, com o avanço da idade e de diminuir consoante a educação escolar (ver infográfico).É, igualmente, mais frequente em mulheres casadas e com profissões subordinadas ou na situação de desemprego. Os homens obesos têm, por consequência, uma prevalência mais forte de hipertensão. Já nas mulheres não é apenas a hipertensão que sobressai, mas também os diabetes e o colesterol.

Fonte: Jornal de Noticias, 3 de Janeiro de 2005

sexta-feira, março 04, 2005

Pílula do dia seguinte vendida em supermercados?

A pílula do dia seguinte é um dos medicamentos que se vendem sem receita médica e que poderão passar a ser adquiridos nos supermercados, diz a edição desta terça-feira do Público. Apesar de a maioria dos especialistas considerarem que a venda deste fármaco nas grandes superfícies não traz riscos para a saúde pública, alguns vêem na pílula do dia seguinte o exemplo da necessidade de reavaliar e restringir o grupo de remédios que passarão a ser comercializados fora das farmácias.
Luís Graça, presidente do colégio de especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos, em declarações ao Público defende que é necessário que a lista de medicamentos não sujeitos a receita médica seja «reavaliada, para verificar o que pode ou não ser incluído» nesta nova forma de venda. Luís Graça explica que a contracepção oral de emergência apresenta «grande concentração de estrogéneos», que traz perigos para quem sofre de doença vascular. A venda em hipermercados é uma boa medida para medicamentos como a aspirina ou os antiácidos mas não para a pílula do dia seguinte, que «pode ter efeitos secundários graves». Esta deve ser «uma excepção», afirma.
António Marques da Costa, da Ordem dos Farmacêuticos (OF) concorda com esta posição e afirma que este é talvez «o exemplo mais paradigmático» da necessidade de se estabelecerem «medidas restritivas» da venda fora das farmácias. E diz ainda que se opõe a esta liberalização de venda, lembrando que os profissionais disponibilizam informações a quem adquire este medicamento.
Também o médico Walter Oswald considera que «os medicamentos de venda livre não são todos iguais e que uns acarretam maiores riscos», sendo necessária a discussão sobre esta matéria. Quanto à pílula do dia seguinte, afirma: «É inacreditável que possa ser vendida num supermercado».
Opinião contrária tem o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e obstectra Miguel Oliveira e Silva. «Não vejo qualquer inconveniente. Os medicamentos não vão ser vendidos ao pé dos iogurtes, mas sim numa dependência recatada e onde estará um técnico de farmácia», nota.
Maria José Alves, coordenadora de consulta de mães adolescentes grávidas na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, diz que, independentemente do ponto de venda, o mais importante é explicar às mulheres e raparigas que a pílula do dia seguinte não deve ser usada como contraceptivo regular. «O efeito perverso do seu uso é resultado de má informação».
O presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Obstetrícia, Carlos Santos Jorge, acredita igualmente que a venda da pílula do dia seguinte em grandes superfícies não vai alterar a situação actual. «As jovens já a consomem como contracepção regular, quase de rotina, mesmo sendo vendida só em farmácias». Defende antes que a venda do medicamento seja acompanhada de uma explicação, por exemplo através de um folheto informativo.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Número de dadores de medula aumenta 14 vezes em ano e meio.

“O número de portugueses dispostos a doar medula óssea aumentou 14 vezes no espaço de ano e meio. Hoje, doentes que sofrem de leucemia, anemias ou imunodeficiências primárias têm ao seu dispor uma base de dados nacional com cerca de 25 500 potenciais dadores. Um número que em Maio de 2003 não ultrapassava os 1800. No entanto, a probabilidade de encontrar alguém compatível continua reduzida. Mesmo com recurso á base de dados internacional onde estão inscritos quase dez milhões de voluntários…Segundo o responsável, esta evolução é o resultado de “intensas campanhas de informação e recrutamento junto das populações”.

Sofia Jesus in Diário de Noticias, Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

“Pai” da Dolly vai clonar embriões humanos.

O cientista britânico que clonou a ovelha “Dolly” foi autorizado, ontem, pelo governo, a fazer clonagem de embriões humanos para fins terapêuticos, com o objectivo de curar doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. O professor Ian Wilmut e a sua equipa do Kings College, em Londres, solicitaram, no passado mês de Setembro, autorização para efectuar essas experiências e receberam, ontem, a permissão da Autoridade para a Fertilização e Embriologia Humanas do Governo Britânico. A clonagem de embriões humanos é permitida para fins unicamente terapêuticos no Reino Unido, desde 2001.

Jornal de Noticias, Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Andou 5 anos com 190 gramas de gaze na barriga.

“Durante anos, Maria Helena Rocha andou a “arrastar-se”. Fortes dores na barriga, devido a problemas uterinos, tiravam-lhe o descanso e não havia noticias sobre quando seria operada. O dia chegou. Em finais de Novembro 1999. Na intervenção cirúrgica, feita no Hospital de João de Deus em Famalicão, Maria Helena perdeu o útero. E ganhou anos de sofrimento, sem saber que a causa eram 190 gramas de gaze esquecidas na sua barriga”… “O estranho da situação é que, após a operação no Hospital de Famalicão, Maria Helena foi transferida para o de S. João, no Porto, alegadamente devido a perturbações urinárias. Lá esteve internada três semanas no serviço de Nefrologia… “Recambiada para Famalicão, recebeu alta hospitalar e andou em consultas alguns dias.

Jornal de Noticias, Quarta-feira, 9 Fevereiro de 2005